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Recomendações ZUM: Daido Moriyama, Sophie Calle, Man Ray, Ian Berry e mais

Recomendações ZUM: Daido Moriyama, Sophie Calle, Man Ray, Ian Berry e mais

Frame do filme Double Blind/No Sex Last Night (1996), de Shopie Calle e Greg Shephard.

O ensaio Camas e lápides, publicado no site do Los Angeles Review of Books, faz uma interessante leitura da retrospectiva da artista francesa Shopie Calle, no Museu Langson, sob a ótica da obra do escritor francês Hervé Guibert.

“A franqueza e a provocação de Guibert, aliadas a uma sutil corrente de distanciamento conceitual, fazem das obras dele e de Calle companheiras naturais. A rejeição da privacidade por parte dela, o desmantelamento das fronteiras burguesas e a insistência esporádica na natureza de objeto da imagem — ressaltadas pela adoção da tecnologia analógica e pelo uso de instalações que remetem à colagem e frequentemente evocam a estrutura de um livro — materializam muitas das questões intrínsecas ao texto de Guibert.”


Manifestantes fogem para salvar a vida após a polícia abrir fogo contra uma multidão pacífica no Massacre de Sharpeville, em 21 de março de 1960, África do Sul. © Ian Berry / Magnum Photos

O site do British Journal of Photography publicou um obituário do fotógrafo britânico Ian Berry, falecido no último dia 13 de setembro, aos 92 anos. O texto destaca uma das fotos mais importantes da carreira de Berry: em 21 de março de 1960, o jovem fotógrafo estava em Sharpeville, um bairro segregado (“township”) na África do Sul, onde cerca de 5.000 a 7.000 pessoas haviam se reunido em frente a uma delegacia de polícia para protestar.

Berry, que morava na África do Sul e trabalhava para a revista Drum, estava lá para documentar o evento junto com outros membros da imprensa, mas nada de dramático parecia estar acontecendo. Até que, de repente, aconteceu. “No início da noite, um comboio de veículos blindados da polícia avançou pelas ruas da localidade, e eu, juntamente com outros fotógrafos e jornalistas, seguimos logo atrás. Mas logo recebemos ordens para nos dispersar”, conta o fotógrafo.



Derrick Cross, 1985 © Fundação Robert Mapplethorpe. Publicada no site da revista Musée.

A exposição Robert Mapplethorpe: As formas da beleza, em cartaz no Museo dell’Ara Pacis, em Roma, reúne mais de 200 fotografias que cobrem grande parte da trajetória do fotógrafo americano. A mostra explora a precisão formal subjacente à obra de Mapplethorpe. O artista transforma corpos, retratos e naturezas-mortas em formas que remetem à escultura clássica, estabelecendo um diálogo entre a fotografia contemporânea e a arte antiga.

“O foco na técnica precisa de Robert Mapplethorpe — caracterizada pela iluminação controlada, pela simetria e pela composição — revela um artista em busca da perfeição visual. As formas da beleza é singular ao demonstrar como suas imagens mais modernas permanecem conectadas a noções muito mais antigas de proporção, harmonia e idealização do corpo.”


Vista da instalação com 35 fotografias da reprodução de Vista da Janela em Le Gras que Daido Moriyama mantinha em seu quarto. Na exposição Love Letters to Photography na Fundação Henri Cartier-Bresson, em Paris, julho de 2026. © Rebecca Zissmann

Ensaio publicado no site do jornal japonês Pen aborda o fascínio de Daido Moriyama pela fotografia mais antiga do mundo, que este ano celebra o seu bicentenário. “Vista da janela de Le Gras, feita pelo inventor francês Nicéphore Niépce em 1826 ou 1827 na sua casa em Saint-Loup-de-Varennes, na Borgonha, é nada menos que um milagre. É a fotografia mais antiga que conhecemos. Resultado de uma experiência ainda mais próxima da invenção científica do que da criação artística, a imagem fascina Daido Moriyama desde que a descobriu numa revista em meados da década de 1970.”


Imagem gerada por Fred Ritchin em 2022 a partir do prompt A família perfeita.

Um possível renascimento da fotografia? É o que se pergunta o pesquisador e crítico norte-americano Fred Ritchin em ensaio publicado em sua newsletter do Substack. Ritchin investiga a possibilidade de a IA fotorrealista ter perdido muito do seu brilho inicial.

“Como um dos primeiros a utilizar essas ferramentas, percebi que os sistemas de IA convencionais com os quais trabalhava anos atrás frequentemente respondiam aos comandos de texto de maneiras idiossincráticas, e até reveladoras, que eu não poderia ter previsto. Muitas vezes, eu me via surpreso — e até inquieto — com as imagens produzidas, mas isso já não acontece mais.”


Man Ray, Le Violon d’Ingres, 1924 © Christie’s Images Scala, Firenze © Man Ray Trust ADAGP, Paris, por SIAE


Por ocasião da exposição Man Ray: Tudo, em cartaz na Fundação Magnani Rocca em Parma. O Giornale Dell’Arte entrevistou Walter Guadagnini, um dos curadores da mostra, ao lado Mauro Carrera e Stefano Roffi.  Organizada 50 anos após a morte de um dos artistas mais brilhantes e versáteis do século 20, a exposição reúne algumas de suas obras-primas, como Le Violon d’Ingres (1924), retratando Kiki de Montparnasse (Alice Ernestine Prin), bem como os famosos retratos das musas e modelos Lee Miller e Nusch Éluard.  


Retrato de Gerhard Steidl © 2024 Werner Bartsch, cortesia Deutsche Gesellschaft für Photographie

Matéria publicada no site The Art-Journal repercute a notícia publicada no início de agosto pela imprensa alemã de que a renomada editora Steidl Verlag havia entrado com um pedido de insolvência. Na visão do Art-Journal, “a notícia foi particularmente preocupante porque a Steidl é amplamente considerada a principal editora de monografias fotográficas do mundo. Se até mesmo a Steidl enfrenta dificuldades, o que isso sugere sobre o restante do setor?”






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